O Dell Alienware M17x vem de outro mundo dezembro 24th, 2009

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Com toda a extravagância que o fato merece, um alienígena aterrissou no INFOLAB para uma autópsia, digo, uma extensa bateria de testes. Preto, mas cheio de luzes coloridas, o Dell Alienware M17x não veio à Terra para destruir a raça humana, mas para trazer alegria aos gamers maníacos que tiverem . Trata-se apenas de um notebook (e na versão básica, acredite), mas tem a robustez e a configuração necessárias para encarar a jogatina pesada com os amigos da lan house.

O modelo testado veio com processador Core 2 Quad Q9000, de 2 GHz, 4 GB de memória (são dois pentes de 2 GB, com frequência de 1.066 MHz) e 250 GB para armazenamento em HD. O sistema gráfico trabalha com duas placas de vídeo: a offboard NVIDIA GeForce GTX 260M e a integrada GeForce 9400M. No total, há 1 GB de memória dedicada para vídeo. A máquina veio com Windows Vista Home Premium, mas essa opção não está mais disponível na loja online da Dell, que promoveu o upgrade de tudo para Windows 7.

Como não poderia deixar de ser, o micro aposta num design chamativo, mas apenas quando ele está ligado. Com as luzes apagadas, o Alienware só não passa despercebido por causa do tamanho e do peso. O laptop tem 5,3 quilos e mede 40,6 por 4,9 por 32,4 centímetros. Tem acabamento em preto fosco e aspecto quadradão, sem aqueles exageros de asas de dragão, raios flamejantes ou coisas do tipo. Ao apertar o botão de ligar, o usuário se depara com uma porção de luzes. O teclado é iluminado, assim como o touchpad, o logotipo na tela, os alto-falantes na base e a cabeça do extraterrestre que fica na tampa. Cada item pode ter uma das 20 cores diferentes, configuráveis via software.

Um alien parrudo

Só de pegar o Alienware M17x na mão, já se percebe que a construção é extremamente robusta. Quando você aperta um botão, os outros em volta não afundam, e parece que há molas por baixo das teclas para aguentar o tranco de um jogador estabanado. A tela coberta com uma camada grossa de acrílico tem o nível certo de resistência: há um leve jogo, quando torcida, mas não parece que vai quebrar com movimentos bruscos, nem faz aqueles rangidos tradicionais.

Para jogar, o teclado é ótimo. Os botões grandes e côncavos facilitam as ações do gamer quando ele precisa acertar uma tecla com agilidade. Mas quem digita longos textos não sente o mesmo conforto. O teclado parece molenga demais e causa certa estranheza para quem está acostumado com um notebook tradicional para trabalho. Não há diferença expressiva na disposição das teclas, embora o modelo siga o padrão americano, sem cedilha.

O que mais incomoda nesse micro é a posição do touchpad. Ele fica centralizado em relação ao teclado principal, e não no meio da base. O que dá esse aspecto de torto é o teclado numérico. Outra coisa que pode dificultar o uso é a identificação das funções especiais nas teclas superiores. Não há cores para diferenciar esses atalhos, pois tudo fica iluminado na mesma tonalidade. No princípio, isso pode ser confuso, mas depois o usuário se acostuma.

O espaço para apoiar os pulsos é grande, mas as bordas do notebook não são arredondadas. Por causa disso, depois de digitar por alguns minutos, as quinas pontudas começam a incomodar. A tela de 17 polegadas tem ótima definição para jogar e também para assistir filmes. Mas, nessa versão intermediária, ela não é full HD – sua resolução máxima é de 1.440 por 900 pixels. Para quem deseja tirar o máximo de qualidade dos jogos, o melhor é escolher o monitor de 1.080p, quando for configurar a máquina pelo site da Dell.

Estressando o brinquedo

Nos testes de performance realizados pelo INFOLAB, os resultados mostraram que o Alienware M17x consegue rodar qualquer jogo tranquilamente, mesmo com os efeitos de vídeo no máximo. Porém, o desempenho ficou um pouco abaixo do que esperávamos. No PCMark Vantage, o Alienware marcou 4.933 pontos, e no 3DMark06, anotou 10.199 pontos. Com isso, o notebook fica apenas um pouco acima dos modelos já antigos da Asus e da Microboard mostrados abaixo. Duas coisas agradaram muito: o ruído não é excessivo e a refrigeração dá conta do recado.

Conexões de sobra

Quando o assunto é conectividade, o Alienware M17x tem tudo o que se espera de um micro desse porte – e um pouco mais. São quatro portas USB, uma saída HDMI, DisplayPort, eSATA, mini FireWire, leitor de cartões de três tipos e um slot para Express Card. Também estão incluídas uma entrada para microfone, duas para fone de ouvido e uma saída de áudio comum. Um item que faz falta é o leitor de Blu-ray, que deveria ser praxe num micro vendido por esse preço.

Não dá para dizer que 73 minutos é uma boa duração de bateria, mas o fato é que é um dos melhores resultados já vistos num PC para games aqui no INFOLAB. O gráfico abaixo confirma isso, mostrando o resultado desse teste aplicado a dois concorrentes disponíveis no Brasil.

Duração da bateria com o Battery Eater (em minutos)
Barras maiores indicam melhor desempenho

  • Prós: Visual agressivo, sem ser exagerado, e configuração excelente
  • Contras: Pelo preço, deveria ter disco maior e resolução full HD
  • Conclusão: Notebook para games com configuração avançada e design legal, mas caro pelo que oferece
  • Ficha técnica

    • Core 2 Quad de 2 GHz > 4 GB de RAM > HD de 250 GB > GeForce GTX 260M + GeForce 9400M > Tela de 17″ > Vista Home Premium (64 bits) > Duração da bateria: 73 minutos.

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    Esta matéria foi postada quinta-feira, dezembro 24th, 2009 at 3:10 PM está arquivada em Notebooks. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta matéria através do RSS 2.0 feed. Você pode Deixar uma resposta, ou trackback do seu próprio site.


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