Aparelho traz tela sensível ao toque, mas fica devendo nos extras

O nüvi 3760, da Garmin, é um GPS que salta aos olhos. Quem vê sua tela de 4,2 polegadas e a ausência de botões na parte frontal o confunde facilmente com um smartphone. Com as operações realizadas a partir de toques no seu LCD, bastante sensível ao toque, o GPS é leve e fino, sem abandonar sua função principal: ele emite comandos de voz com baixo nível de erros e áudio bastante claro. O 3760 possui uma incoerência clara: apesar da entrada para cartão microSD e do monitor de altos brilho e contraste, não reproduz vídeo nem sintoniza TV. Ainda, o preço deste amigo do motorista é bastante salgado: 1399 reais.
O GPS se assemelha ainda mais a um celular de última geração por conta de sua capacidade multitoque, útil para diminuir ou aumentar a escala do mapa visualizado. O altofalante, localizado na parte de trás do nüvi, é alto e, seu som, bom dentro dos limites de um aparelho com espessura de 0,8 centímetro. O espaço interno que o nüvi 3760 ganha, com um cartão microSD de até 2 GB, pode ter o mesmo uso de um pendrive, já que o dispositivo se conecta pela cômoda saída mini USB a um computador.
A Garmin embute, neste nüvi, uma boa gama de cidades navegáveis. De um total de 1393 municípios brasileiros cadastrados, é possível endereços e direções em 893 deles, número muito acima da média de competidores como SlimWay TV e TomTom Go 630, os quais têm, respectivamente, 345 e 366 centros urbanos tupiniquins totalmente navegáveis.
As instruções do GPS são claras. Apesar do sotaque lusitano da nossa interlocutora (única opção de vocalização), pudemos entendender claramente o nome das ruas e avenidas em que deveríamos entrar. Em complemento, o mapa é bem visível, com seus diferentes níveis de aproximação, e pouco bagunçado – talvez menos do que gostaríamos, já que, em média, somente três nomes de travessas aparecem. É possível escolher o ícone do veículo em que trafegamos: carro, caminhonete, botas caminhando e até uma águia. Inútil, mas divertido.
O desempenho do aparelho é bom. Na hora da inicialização, ele localizou os satélites em, aproximadamente, 15 segundos. Quando entramos num túnel, o sinal se perdeu, mas foi rapidamente retomado quando já podíamos ser agraciados pela luz do sol. É legal ser informado sobre qual é a faixa mais recomendad da avenida, para pegarmos a próxima direção.
Sem capacidade multimídia
Quanto aos recursos coadjuvantes, ou seja, além da navegação, o Garmin 3760 possui pontos fortes e fracos. Se, por um lado, mostrou (e alertou) a velocidade máxima permitida de praticamente todas as vias por que andamos, por outro, não tem radares catalogados. O GPS tem uma capacidade legal, a de simular uma rota planejada para agora, ou para outros carnavais.
Este nüvi é muito leve e possui bateria de lítio, para aguentar um bom tempo longe da alimentação – características tanto interessantes quanto questionáveis, para um dispositivo que não é pensado para se usar fora do carro. O GPS pode ser utilizado na horizontal ou na vertical, sendo que detecta sua orientação e gira a tela. Capacidades multimídia ficam faltando: o Garmin 3760 só consegue reproduzir arquivos de imagens JPG, enquanto concorrentes exibem TV digital e têm transmissor FM embutido.
Em suma, o Garmin nüvi 3760 é sofisticado e possui forte apelo visual. Custando quase 1400 reais, contudo, o GPS perde rapidamente o consumidor que busca a maior relação custo x benefício (no caso, a quantidade de recursos). De qualquer maneira, para quem já possui um DVD dentro do carango, ele permanece uma boa escolha.

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